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BLOG DO JORNALISTA ELOY DE OLIVEIRA

Terça-feira , 28 de Fevereiro de 2012

Bicicleta provoca congestionamento em Salto

Quando o então secretário de Governo, pasta responsável pelo gerenciamento do trânsito em Salto, Gilmar Mazetto, foi questionado sobre a necessidade de se adequar o trânsito por causa da duplicação da Rodovia da Convenção, ele disse que ia esperar a obra terminar.

Pois bem, o secretário não é mais secretário, mas, pelo visto, a equipe técnica que ficou e o novo secretário, Wagner Correia da Silva, pensam da mesma forma, o que quer dizer que estão esperando a obra ser concluída para pensar no que fazer, se é que vão pensar mesmo.

Enquanto todos aguardam, a ponte estaiada, que completaria a obra, não veio e ninguém sabe se e quando virá, mas a vida continua. Com a quase conclusão, o tráfego já aumentou. Segunda de manhã presenciei uma cena muito pitoresca em relação a esse assunto. Lamentavelmente, diga-se.

Com mais veículos chegando, a mão de direção de quem entra na cidade estava toda tomada. No outro sentido um ônibus da empresa Rápido Luxo Campinas segurou o trânsito por alguns minutos porque na sua frente seguiam duas bicicletas. Operários da fábrica de papel seguiam para o trabalho.

Não se podia ultrapassa-las porque não havia espaço lateral, já que a outra mão de direção estava tomada. Não se podia transpor os ciclistas por motivos óbvios. Então, o que o motorista foi obrigado a fazer foi parar e apreciar a energia mecânica das pernas desses operários até que cruzassem a ponte.

Imaginem a cena: um congestionamento provocado por bicicletas. Só em Salto mesmo para se ver uma coisa dessas. Tudo porque não há uma preocupação com a circulação. O trânsito na cidade é o que acontece nas ruas. Não é uma atividade gerenciada e ordenada para fluir e não atrapalhar.

Por falar em situações inusitadas, Salto já tinha ficado conhecida por ser uma das poucas cidades do mundo a ter uma ponte torta. O espaço onde se deu a cena da bicicleta é exatamente o que me refiro. Agora consolida essa fama com o viaduto que fizeram na altura do bairro do Conti.

Por que o viaduto sobre a linha férrea naquele trecho da Rodovia da Convenção tinha de ser torto daquele jeito? É lamentável que obras como essa denigram a boa engenharia. Poderiam ao menos disfarçar com uma distorção um pouco menor, mas a que fizeram é maior que a da ponte Salto-Itu.

Eta mundão veio sem porteira.


Escrito por Eloy de Oliveira às 15h14
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Quinta-feira , 23 de Fevereiro de 2012

Pré-candidato do PV faz o que os adversários querem

 O médico Ângelo Domingos Nucci (PV) anunciou em entrevista coletiva à imprensa de Salto e em um vídeo no seu blog que será candidato à sucessão do prefeito Geraldo Garcia (PDT) em outubro deste ano.

Mas a pré-candidatura e as declarações que basearam a decisão trouxeram mais alívio que preocupação aos seus principais adversários, o vice-prefeito Juvenil Cirelli (PT) e o ex-secretário Gilmar Mazetto (PMDB).

Isto porque Ângelo faz exatamente o que o petista e o peemedebista gostariam que ele fizesse. Ou seja, a sua principal bandeira vai ser atacar a administração do prefeito e se colocar como terceira via.

Combater um chefe de Executivo que tem quase 90% de aprovação do eleitorado é como dar um tiro no pé e querer ganhar a corrida. Ainda mais porque ele generaliza a crítica a Geraldo como se nada estivesse bom.

O erro é ainda maior porque o atual prefeito não é candidato à reeleição, o que quer dizer que os adversários do médico são outros. Está certo que Juvenil e Gilmar tentam explorar o governo de Geraldo, mas são outros.

Mesmo sendo difícil transferir o prestígio do prefeito para si tanto a Gilmar, que será apoiado por ele, quanto a Juvenil, que é o vice nos últimos sete anos, a tarefa deles é infinitamente menor que a de Ângelo de encobrir o prestígio.

Não é só a crítica ao prefeito atual, as outras três razões alegadas pelo médico para ser candidato são ruins. Ele diz que lidera as pesquisas, que o PV cresceu muito e precisa continuar e que tem gente insatisfeita.

Ora, liderar pesquisas oito meses antes da eleição não significa nada. Vários candidatos perderam nessa condição e Ângelo é um deles. O PV cresceu com a ex-senadora Marina Silva, mas ela deixou o partido por disputas internas.

É claro que tem gente insatisfeita: a administração do prefeito Geraldo Garcia agrada a quase 90%. Não são 100%. Mas o que esse percentual restante significa em termos de mudança? De mobilização?

O pré-candidato do PV não conta nem com os principais caciques regionais que estavam no seu partido e se bandearam para o partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD, como o prefeito e sua mulher em Itu.

Se o médico não mudar os seus conceitos e as suas teses, estará fadado a percorrer o mesmo caminho das derrotas das últimas eleições. Em política, nada se faz sozinho, com radicalismo e alheio à realidade.

http://angelodomingosnucci.blogspot.com/


Escrito por Eloy de Oliveira às 13h13
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Até cego vê esse buraco

      Não é só o asfalto de ruas e avenidas, construídos recentemente em Salto, que estão soltando, rachando ou esfarelando: na rodoviária uma enorme cratera ganha proporções maiores a cada dia no pátio de embarque.
      O buraco é uma coisa tão visível e incômoda ali que os motoristas de ônibus criaram um roteiro alternativo para evitar passar por ele. Ocorre que a deterioração do asfalto fica bem na pista de saída dos veículos.
      Consequência disso é que ele foi crescendo e agora não é possível mais desviar. Passando por ele todos os dias, em todos os momentos de cada dia, o buraco aumenta a proporções vertiginosas e vai destruindo pneus.
      Será que a administração municipal não consegue ver o buraco com seus olhos de observação? Talvez possa parecer difícil, mas até mesmo um cego que viaja todos os dias já disse ter percebido que há um buraco.


Escrito por Eloy de Oliveira às 12h15
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Informativo de Juvenil repete erros de estratégia de Gilmar

O vice-prefeito de Salto, Juvenil Cirelli (PT), e seus apoiadores repetem erros de estratégia do seu principal adversário na disputa pela sucessão do prefeito Geraldo Garcia (PDT), o ex-secretário Gilmar Mazetto (PMDB).

Na semana passada, o grupo do peemedebista espalhou pela cidade panfletos no tamanho ofício, com impressão frente e verso, no qual tentou consolidar a decisão do chefe do Executivo de apoiar o seu nome.

O material trouxe fotos do prefeito de perfil e de má qualidade e na da capa inclusive Geraldo aparecia de olhos fechados. Os textos também não traziam em nenhum momento a frase “Eu apoio”, mas sim que ele decidira apoiar.

Além desses problemas técnicos de produção e de comunicação, a estratégia falhou na distribuição, que foi concentrada em alguns pontos e acabou tendo panfletos jogados em terrenos baldios e na rua.

Já o informativo do pré-candidato do PT, distribuído nesta quarta-feira de cinzas na cidade, foi melhor produzido do ponto de vista gráfico. Mas ainda assim carrega erros de produção, comunicação e marketing político.

Ele é um tablóide de quatro páginas mais apresentável. As fotos estão nítidas e os personagens principais de frente como deveriam estar. Mas começa errado já na capa com texto e fotos mal resolvidos.

O maior deles é a manchete ou frase principal de chamamento para o conteúdo do informativo, que não tem sustentação. Ela diz que o PT está mais forte e preparado para defender Salto, mas não informa como.

O texto que deveria explicar a manchete internamente apenas retrata que o prefeito rompeu com o PT e que essa foi uma ação política. Diz ainda que o PT continua agindo de forma transparente e trabalhando pela cidade.

Como então está mais forte e mais preparado?

A inclusão da presidente Dilma no informativo ficou desconexa com o restante do conteúdo. O informativo foi feito, ao que parece, para tratar do racha entre o prefeito e o vice e as conseqüências disso.

Poderia, por exemplo, ter explorado melhor o que o PT fez nas suas secretarias e que agora deixará de ser realizado. O informativo até tenta fazer isso com a educação, mas o texto é longo e cansativo para o eleitor.

Do ponto de vista de marketing eleitoral, há falhas em outro aspecto: o número do partido desapareceu em todo o informativo e pior: apareceu um 32, relativo à idade do PT, que confunde quem pega o jornal e não é petista.

Em relação às fotos, há uma da presidente Dilma Rousseff (PT) na capa com franja, que é novidade para o público em geral. A escolha evita que haja empatia de imagem, já que não é a imagem que todos vêem sempre na TV.

A foto principal da capa mostra o vice-prefeito e secretários petistas demitidos por Geraldo em uma mesa e não informa nomes nem o porquê da reunião, o que só se descobre na página interna: é a entrevista do partido.

Ainda em relação a fotos, a do vice-prefeito na página 3 traz um Juvenil de braços cruzados com a frase que continua vice. Não é uma foto ruim, mas passa a ideia de que continua vice e que não está fazendo nada.

Se não bastassem esses problemas, a estratégia pode malograr ainda mais, porque o informativo incorre no mesmo risco que o do adversário Gilmar Mazetto: esse tipo de divulgação é vedado pela legislação eleitoral.

Da forma como agem os dois principais pré-candidatos à sucessão do prefeito, o médico Ângelo Domingos Nucci (PV), que se lançou como terceiro pré-candidato, pode denunciá-los e pedir a cassação dos dois.

A comunicação político-eleitoral por meio desses panfletos neste momento é desastrosa e ineficiente. Principalmente quando a distribuição ocorre logo após o Carnaval, quando ainda se limpa o lixo da folia.


Escrito por Eloy de Oliveira às 11h49
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Quarta-feira , 22 de Fevereiro de 2012

Fiscalização com GMs na avenida Getúlio Vargas é insuficiente

O prefeito Geraldo Garcia (PDT) declarou na semana passada que vai manter os guardas municipais na avenida Getúlio Vargas, trecho próximo dos semáforos, na saída de Salto, para coibir abusos e evitar acidentes.

Mas isto não vai adiantar.

Os guardas municipais designados pela corporação para a fiscalização aplicaram mais de cem multas até o dia 17 de fevereiro  e isto não impediu que as infrações continuassem a acontecer e nas vistas deles.

Os jornais locais já flagraram os abusos de velocidade, desrespeito de sinal vermelho e manobras inadequadas com a sinalização existente e mais que isto: viram até uma Kombi da Prefeitura passar no vermelho na frente da GM.

O quadro que a avenida Getúlio Vargas apresenta é o mesmo que a rua 9 de Julho e a rodovia Hilário Ferrari, sem falar em várias outras que tiveram a velocidade de trânsito facilitada: falta rigor nas punições.

As multas aplicadas pelos guardas municipais não são suficientes. É preciso que o motorista infrator seja parado no final da avenida para ser advertido e, conforme o caso, ter a carteira apreendida. Direção perigosa é crime.

Fundamentalmente, falta a instalação de radares para controle de velocidade, avanço de sinal e tráfego inadequado com a via. A fiscalização eletrônica permite mais agilidade, rigor e capacidade de acerto.

Não há motivos justificáveis para que o governo municipal não os instale.

A cidade precisa de uma fiscalização mais severa em vez de lamentos e tristeza pelas vidas que se perdem e pelas infrações que se cometem. O tempo de olhar o trânsito passar já foi. Agora é preciso gerenciar.


Escrito por Eloy de Oliveira às 11h19
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Sexta-feira , 17 de Fevereiro de 2012

Erros de estratégia frustram efeitos de informativo de Gilmar

O pré-candidato à sucessão do prefeito de Salto, Geraldo Garcia (PDT), o ex-secretário de Governo, Gilmar Mazetto (PMDB), ou seus apoiadores erraram na estratégia de divulgação do apoio do chefe do Executivo.

O informativo produzido para consolidar a decisão de Geraldo, após o racha com o vice-prefeito Juvenil Cirelli (PT), de apoiar o peemedebista, não traz em nenhum lugar o prefeito dizendo com todas as letras: “Eu apoio Gilmar”.

Os dois únicos textos reproduzem a decisão como se fossem de um órgão de imprensa independente do pré-candidato. Falam que o prefeito anunciou o apoio e que explicou as razões pelas quais tomou a decisão.

Um panfleto eleitoral, com a finalidade de aproveitar do prestígio político do prefeito, teria de trazer Geraldo falando que apoia. Um dos textos ainda carrega a frase “Declarações publicadas nos jornais de Salto”.

Ao eleitor que recebe o informativo, fica a impressão de que estão dizendo que o prefeito vai apoiar Gilmar e que ele tem razões para isso, conforme a imprensa divulgou, mas não há ainda uma decisão efetiva.

A impressão é reforçada pelas fotos escolhidas: na frente, o prefeito aparece de olhos fechados e de perfil em um início de abraço com o ex-secretário. Além dos olhos fechados, há o detalhe da mão segurando o peito de Gilmar.

Essa foto passa a imagem de que o prefeito não sabe o que está fazendo e que pede calma para o ex-secretário. Mais que isto: transmite uma preocupação do prefeito de não encarar o eleitorado diante dos fatos.

Por não haver a frase de apoio de Geraldo explícita em nenhuma área do panfleto, essa tese do que passa a foto fica mais forte. No verso, outra foto de Geraldo também aparece de perfil e só Gilmar encara o eleitorado de frente.

Além dos problemas de comunicação do informativo, embora não se saiba quantos exemplares foram, a distribuição pode comprometer. Só em minha casa havia seis exemplares e vários estavam em terrenos baldios e na rua.

Tem mais um detalhe a ser observado e que vale para o vice-prefeito, caso venha a fazer o mesmo, os acórdãos 20.610/2006, 21.170/2006 e 20.604/2006 do TRE vedam esse tipo de divulgação neste momento.

Dessa forma, o informativo não passa a mensagem que pretendia, ao menos de maneira eficiente, e ainda pode prejudicar o pré-candidato com possíveis multas e até impedimento se houver reclamação à Justiça.


Escrito por Eloy de Oliveira às 10h41
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Quarta-feira , 15 de Fevereiro de 2012

Mais uma corrente incoerente da internet

Nos anos 2000, circulou uma campanha pela internet pregando o voto nulo como protesto contra políticos corruptos e desinteressados da causa pública.

 

Os e-mails brotavam de caixa de entrada em caixa de entrada, mas não conseguiram o efeito desejado, que, como se dizia no texto, era provocar novas eleições e impedir que os concorrentes do momento voltassem ao pleito.

Na verdade, a tese defendida entre os responsáveis pela campanha se baseava no fato de que, supostamente, havia na legislação vigente uma determinação de que os concorrentes teriam de ser mudados.

Por isso, as pessoas acreditavam rapidamente.

Nos últimos dias, a mesma campanha foi reeditada e está enchendo as caixas de entrada novamente, mas continua incoerente.

A grande confusão existe por conta do termo.

Voto nulo significa que o eleitor não escolheu nenhum dos candidatos por decisão própria. Mas é também o voto para alguém que não está na disputa ou é o erro do eleitor ao digitar os números.

Neste caso, se metade mais um por cento dos eleitores optar por esse caminho, haverá nova eleição, mas os candidatos poderão ser os mesmos se eles desejarem concorrer ainda. O que causaria o impedimento de os mesmos candidatos concorrerem é outra coisa diferente.

Trata-se da nulidade de voto, isto é, quando existe fraude na eleição.

Se menos da metade mais um dos votos sofrer nulidade, a eleição poderá ser considerada válida, descontando-se os votos anulados em questão.

Caso metade mais um por cento dos votos sejam considerados nulos, haverá nova eleição e os envolvidos serão impedidos de participar.

Portanto, quem entrar nessa campanha do voto nulo vai apenas ajudar o candidato que estiver na frente. Os votos nulos serão retirados do montante total de votos válidos e, do que restar, quem tiver mais, leva.

Protestar contra os políticos corruptos e os que não estão nem aí com o povo não se faz pelo voto nulo. O instrumento mais eficaz para isso é o voto consciente. Não vote em ninguém em quem você não conheça e não confie no trabalho. Essa é a regra de ouro para combater os corruptos e os espertalhões.

Se não tiver um candidato, procure se informar com entidades sérias sobre quem concorre. Levante a ficha do cidadão e descubra na sua vida pregressa se ele tem firmeza de caráter, propósitos honestos e se ouve o que a população deseja que ele faça.

Ninguém é o melhor da noite para dia, tampouco é misterioso o suficiente para que não se saiba das suas falhas.

Costumo comparar o voto ao gesto de dar a sua carteira para o político tomar conta. Se você não daria sua carteira ao político em quem pretende votar para que ele tome conta, não dê também o seu voto.

Porque do contrário ele vai gastar o seu dinheiro em benefício dele mesmo e dos seus apaniguados mesmo que você não tenha dado a sua carteira a ele.

Os impostos de primeiro mundo que temos e os serviços de quinto mundo são provas desse erro cometido por tanta gente no Brasil hoje.

Fique alerta. 


Escrito por Eloy de Oliveira às 12h55
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Sexta-feira , 10 de Fevereiro de 2012

2 milhões de mulheres são sacrificadas por ano

Relatório do Banco Mundial indica que o mundo perde 2 milhões de mulheres por ano em países da Ásia devido ao aborto seletivo. Ou seja, pais nesses países evitam o nascimento quando sabem que virá uma menina.

Na China, o país mais populoso do mundo, o desequilíbrio provocado pela medida é mais acentuado. Isto porque o governo chinês estabeleceu a política do filho único para controlar a natalidade e os casais optam por meninos.

Por conta disso, já está faltando mulher para que chineses e japoneses possam se casar. Como alternativa, os homens mais ricos desses países estão buscando mulheres em países mais pobres, como o Vietnã, a R$ 12 mil cada.

Incrivelmente, esses países fazem parte do grupo das nações desenvolvidas do mundo. Imaginem se eles integrassem o grupo dos países subdesenvolvidos ou aquele dos países que são miseráveis?

 

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/02/cresce-numero-de-mulheres-que-preferem-nao-se-casar-na-asia.html



Escrito por Eloy de Oliveira às 12h33
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Mais gastos desnecessários do dinheiro público

A Prefeitura de Salto vai ter de gastar desnecessariamente recursos públicos, que poderiam ser utilizados em benefício da população, porque terá de instalar placas nas entradas da cidade com a frase “Cidade do Senhor Jesus”.

Tudo porque o presidente da Câmara de Vereadores, Eliano Apolinário de Paula (PTB), foi obrigado a sancionar o projeto apresentado pelo vereador Milton Oliveira da Silva (DEM), o Milton Bombom, com esse fim.

Se o prefeito Geraldo Garcia (PDT) tivesse vetado a proposta aprovada pela Câmara, o veto seria discutido pelos vereadores e, apesar de poder ser derrubado, criaria mais dificuldades para a entrada em vigor da proposta.

Ao não fazê-lo, o prazo decorreu e o projeto voltou para a Câmara sem avaliação, o que obriga o presidente a sancionar. Agora, o prefeito ainda pode recorrer e não instalar as tais placas, mas o projeto está mais fortalecido.

Depois de passar pelo crivo das comissões da Câmara, do plenário, da avaliação do prefeito e da sanção do presidente do Legislativo, é natural que se encontre mais obstáculos para que esse projeto seja suspenso.

De qualquer forma, há que se trabalhar para que não se instale placa desse tipo em nenhum lugar. Não porque haja alguma coisa contra a religião que prega isto, mas pelo fato de o Estado não poder privilegiar religião alguma.

Além do que, é totalmente desnecessária a colocação de placas desse tipo nas entradas da cidade. Trata-se de uma ação que é ainda mais grave, porque, em vez de unir, exclui as religiões diferentes da que tem o vereador. 


Escrito por Eloy de Oliveira às 09h59
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Vereador investiga publicidade de Salto feita pelo prefeito em Sorocaba

O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Salto, Divaldo Aparecido dos Santos (PT), o Divaldo Garotinho, perguntou em requerimento ao prefeito Geraldo Garcia (PDT) sobre gastos no jornal Bom Dia, de Sorocaba.

O chefe do Executivo pagou, no dia 31 de janeiro, cerca de R$ 1.750,00 (se o valor de tabela foi aplicado) por uma página de anúncio no veículo. O objetivo foi homenagear o aniversário de Itu, comemorado em 2 de fevereiro.

De acordo com a legislação, o prefeito deve dar publicidade de seus atos à frente do Poder Executivo, mas isto não inclui fazer propaganda desse tipo. Sobretudo em um jornal que não circula em Salto e para falar de Itu.

Para se ter uma ideia da falta de propósito dessa publicação, a deputada estadual Rita Passos (PSD), que é mulher do prefeito de Itu e se elegeu em grande parte com os votos dos ituanos, não fez a mesma homenagem.

Do ponto de vista do interesse público para a comunidade saltense, a divulgação do anúncio em nada contribui. Ao contrário, os cidadãos locais sequer ficariam sabendo, já que o jornal não chega em Salto.

A publicação foi ventilada na cidade por meio da internet, gerou alguns comentários, mas estava fadada ao esquecimento. Com as perguntas do vereador, pode ser que a Câmara venha a investigar o assunto.

É dever do Legislativo apurar todos os gastos realizados pelo prefeito, mas a maioria dos vereadores de Salto não tem interesse nisso. Cada qual está tomando partido de um e de outro candidato e esquece da função.

O Ministério Público também poderia agir, mas também não tomou a iniciativa. Como a Guarda Municipal e a Secretaria de Obras da Prefeitura, o órgão só age por denúncia. Espera-se que agora os fatos cheguem até lá.


Escrito por Eloy de Oliveira às 09h31
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Quarta-feira , 08 de Fevereiro de 2012

Padre vai pedir ao prefeito para realizar a Festa da Padroeira na igreja

O padre Carlos Virillo, titular da Paróquia de Nossa Senhora do Monte Serrat, em Salto, fez uma pesquisa durante todas as missas do final de semana para saber o que os paroquianos achavam de retomar a Festa da Padroeira.

Desde que a Prefeitura começou a realizar a Festa Setembrina no recinto do antigo Creb (Clube Recreativo dos Empregados da Brasital), a festa da santa deixou de ocorrer ao mesmo tempo na área entorno da paróquia.

A sondagem apurou que a expressiva maioria dos paroquianos quer o retorno da Festa da Padroeira na área em que acontecia. Mesmo assim, a liberação do espaço depende da autorização do prefeito Geraldo Garcia (PDT).

Para os paroquianos que pensam que a decisão será significativa para a realização da festa, o padre deixou claro aos fiéis que fará a proposta ao prefeito, mas que aceitará o não caso ele aconteça.

Ao justificar que não empreenderá nenhum movimento popular para garantir a liberação mesmo que Geraldo não queira, o padre disse que admira muito o prefeito e que não quer desentendimento com ele.

“Mesmo porque a realização dessa festa acarretará mais trabalho para mim, além de todo o que eu já tenho”, disse o sacerdote, que só realizou a pesquisa em razão de ter sido procurado diversas vezes por fiéis que querem a festa. 


Escrito por Eloy de Oliveira às 11h23
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Verdade, mentira e mais ou menos

Um político conhecido em Salto costumava dizer que a forma de falar as coisas muda muito o sentido daquilo que se diz.

Para criticar um adversário político que mentia e chamar a atenção para esse fato, ele afirmava que o outro tinha faltado com a verdade.

Mentir é a mesma coisa que faltar com a verdade, mas há um impacto muito maior  quando se diz que alguém mentiu.

Independentemente das razões desse político, é preciso ficar atento a tudo que se diz como verdade para não ser iludido com a falta dela.

A Folha de São Paulo, por exemplo, acabou de divulgar mais uma vez que foi a líder de vendas como jornal impresso em 2011.

Mas a verdade é que o jornal "Super Notícia", de Minas, vendeu 3 mil exemplares a mais por dia que a Folha no ano passado.

Só que o jornal paulistano disse que foi líder de outra maneira, ou seja, considerando apenas os jornais de prestígio, do segmento Premium.

De fato, o "Super Notícia" é um jornal popular e não está no mesmo patamar da Folha, mas a questão é quem vendeu mais e não a classificação de categorias. 


Escrito por Eloy de Oliveira às 10h05
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Domingo , 05 de Fevereiro de 2012

Saudade dos bons tempos

Estive há pouco em um supermercado de Salto e havia muita gente lá.

Poucos estabelecimentos ficam abertos aos domingos nesta cidade. Uma incoerência, posto que as pessoas se aglomeram para comprar. Se mais locais abrissem, mais se venderia. E a demanda é crescente.

Mas o fato é que são os donos dos comércios que ditam as regras, não o consumidor. O cidadão que faz as suas compras é encarado como estorvo ao descanso deles muitas vezes. É uma relação de amor e ódio incompreensível.

Adquiri o que fui comprar e entrei na longa fila de um dos dois únicos caixas que funcionavam. O lugar parecia uma feira na Índia. As pessoas falavam ao mesmo tempo. Outras ouviam as músicas dos seus celulares em alto som. Crianças passavam de um lado a outro. Pessoas com sacolas se espremiam nos corredores e se confundiam com as filas dos caixas.

Na minha frente havia dois meninos negros bem pequenos.

Um deles carregava um pacote de ovos de galinha, o outro tinha dois pacotes de macarrão e um saco de salsichas nas mãos.

Pareciam espantados com o movimento.

Um dizia para o outro que tinham de andar logo, pois a “mãe” já devia ter dado pela falta deles. Talvez ralhasse quando chegassem.

O que estava com os pacotes de macarrão e as salsichas segurava também uma nota de dez reais toda enrolada como se fosse um palito.

Falava-se de tudo naquelas filas.

Fiquei pensando nas dificuldades dos novos tempos.

Antes se ia na vendinha do quarteirão e se comprava tudo de que se necessitava. Não tinha filas, aperto, pressa. Nenhum tipo de sufoco.

Ao me aproximar do caixa, vi um cartaz informando que quem quisesse sacola biodegradável poderia adquirir por quinze centavos.

Comentei com a mulher que vinha atrás do quanto achava absurda essa situação de cobrarem por sacolas por causa da campanha da Associação de Supermercadistas contra as sacolinhas plásticas.

- Inventaram essa história para vender as sacolas biodegradáveis, disse ela.

- Pois é, concordei, acrescentando que já pagávamos pelas sacolinhas.

Os meninos viram o cartaz também.

Um olhou para o outro e perguntou:

- Você trouxe sacola?

O que carregava os ovos de galinha disse que não.

Ao ouvir a resposta, o que estava com o macarrão e as salsichas sentenciou:

- Teremos de comprar uma então.

Ao que o outro lamentou:

- Puxa, íamos comprar bala com os quinze centavos.

As compras dos dois e mais duas sacolas biodegradáveis somaram os dez reais que eles traziam enrolados como palito.

Eu e a mulher que estava atrás de mim rimos da falta de graça disso. 


Escrito por Eloy de Oliveira às 15h01
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Quarta-feira , 01 de Fevereiro de 2012

Novo comportamento do prefeito de Salto surpreende

 

Desde o rompimento com o vice-prefeito Juvenil Cirelli (PT), o prefeito de Salto, Geraldo Garcia (PDT), e o motivo do racha, o ex-secretário de Governo, Gilmar Mazetto (PMDB), só falam com a imprensa por escrito.

Já na sexta-feira (27), dia do rompimento, o prefeito optou por ler um discurso pronto, em vez de falar de improviso como sempre fez nos últimos sete anos. Leu o texto e se retirou para não falar com os jornalistas.

Em termos de comunicação no meio político, falar apenas por escrito e não se permitir ser questionado ao vivo por jornalistas não é o ideal, já que normalmente significa que a autoridade em questão tem dúvidas do que falar.

Também pode dar a entender que o questionado não possui argumentação suficiente para justificar as suas atitudes. É comum ver isso toda vez que aparece uma denúncia na imprensa e o acusado responde por nota apenas.

Uma deputada da região passou por uma saia justa como essa logo após a eleição para o primeiro mandato. Convidada pela Globo de Sorocaba para uma entrevista, acabou cancelando de última hora por não ter o que dizer.

Quero crer que as razões para o comportamento atual do chefe do Executivo e do seu ex-secretário sejam mais voltadas a um receio de ferir suscetibilidades. Mas é inegável que se perdeu a naturalidade do governo com isso.

Espera-se que o vice-prefeito e os secretários ligados a ele, que foram demitidos após o racha, não façam o mesmo amanhã, na entrevista que concederão à imprensa para falar dos seus novos rumos.

A conversa ao vivo e as respostas em tempo real nunca podem ser substituídas, sob pena, em assim fazendo, de não se esclarecer completamente e ficar uma lacuna no rádio e na televisão.

 


Escrito por Eloy de Oliveira às 11h10
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